FATTI E CURIOSITÀ

Duas finais de Copas do Mundo tanto em competições masculinas e femininas já foram decididas nos pênaltis.

Seis das 16 UEFA Champions League Finais anteriores foram decididas pelos pênaltis.

As finais de sete das últimas 17 Copas Libertadores foram decididas pelos pênaltis.

O israelense Yosef Dagan e o ex-árbitro alemão Karl Wald ambos clamam serem os inventores da disputa de pênaltis.

Goleiros são conhecidos por marcarem o gol da vitória em uma disputa de pênaltis. Na quarta de final da Euro 2004, o goleiro português Ricardo Pereira defendeu um chute e depois marcou o gol da vitória. Outro exemplo é o José Luis Chilavert nas finais da Copa Libertadores de 1994.

A primeira disputa de pênaltis em uma final da Copa Européia da UEFA ocorreu em 1984 quando o Liverpool venceu o A.S. Roma. O jogo ficou bem conhecido pelas truanices do goleiro do Liverpool, Bruce Grobbelaar, e suas pernas bambas.

A disputa de pênaltis foi usada pela primeira vez na final da Copa FA de 2005, quando Arsenal derrotou a Manchester United. No ano seguinte, o Liverpool venceu a West Ham na segunda disputa de pênaltis na final da Copa FA.

Os Rankings Mundiais da FIFA calculam o valor base de uma vitória com três pontos, uma vitória por pênaltis com dois, um empate e uma derrota por pênaltis com um e uma derrota com zero.

Em grandes competições, quando um novo jogo não era possível, uma partida empatada era anteriormente decidida por sorteio. Exemplos incluem a vitória da Itália sobre a União Soviética na semifinal do Campeonato Europeu de 1968.

A primeira disputa de pênaltis em uma Copa do Mundo foi a famosa semifinal de 82 na Espanha entre a Alemanha Ocidental e a França.

A North American Soccer League (NASL) da década de 1970 e a Major League Soccer (MLS) da década de 1990 experimentou com uma variação da disputa de pênaltis. A disputa começou a trinta e cinco metros do gol e o jogador tinha cinco segundos para tentar um chute. Este formato é similar ao modelo usado no hóquei no gelo. A MLS abandonou o formato em 2000 e quaisquer pênaltis exigidos agora seguem o procedimento padrão de pênaltis da IFAB.

Peñarol venceu a Copa Uruguai de 1996 com um estilo de pênalti Americano onde os jogadores começam do circulo central e tem oito segundos para tentar marcar um gol.

Em 2005, um lugar na Copa do Mundo foi determinado pelas disputas por pênaltis pela primeira vez. A qualificação entre Austrália e Uruguai terminou com um placar de 1-1. John Aloisi converteu a penalidade vitoriosa, que permitiu a Austrália se qualificar para a sua primeira Copa do Mundo desde 1974 na Alemanha.

A primeira competição internacional decidida por pênaltis foi a final da Eurocopa de 1976 entre a Tchecoslováquia e a Alemanha Ocidental. O pênalti vitorioso foi convertido por Panenka e daí nasceu o seu hipônimo chute.

A final da Liga dos Campeões da UEFA de 2008 entre Manchester United e Chelsea foi decidida por uma disputa de pênaltis. John Terry perdeu o pênalti quando sua perna escorregou e a bola bateu na trave. Esse chute teria definido a vitória do Chelsea e seu primeiro troféu da Liga dos Campeões da UEFA.

A Inglaterra perdeu sete de oito disputas de pênaltis em grandes competições. Desde a Euro 96 a Inglaterra perdeu cinco disputas de pênaltis consecutivas. Eles perderam para a Alemanha na Euro 96, para a Argentina na Copa do Mundo de 1998, para Portugal na Euro 2004 e a Copa do Mundo de 2006, e para a Itália na Euro 2012. Sua única vitória foi contra a Espanha em uma quarta de final da Euro 96.

A Holanda perdeu quarto disputas consecutivas começando com a Dinamarca na Euro 92, seguida pela França na Euro 96, o Brasil na Copa do Mundo de 1998 e por fim contra a Itália na Euro 2000. Entretanto, eles finalmente venceram uma disputa contra a Suécia na Euro 2004.

Os italianos perderam seis disputas de pênaltis em grandes competições e foram eliminados de três Copas do Mundo consecutivas (1990–1998). Entretanto, eles também venceram três disputas, incluindo a semifinal da Euro 2000, uma quarta de final da Euro 2012 contra a Inglaterra e a final da Copa do Mundo de 2006.

Roberto Baggio estava desfrutando um torneio impressionante na Copa do Mundo de 1994. Ele marcou cinco gols em três eliminatórias, dois no final da partida, resgatando a Itália da derrota pela Nigéria. A final entre a Itália e o Brasil continuou sem gols por duas horas de insipidez. A disputa de pênaltis começou com o defensor italiano Franco Baresi chutando a bola por cima do travessão. O goleiro italiano Gianluca Pagliuca então defendeu um chute de Márcio Santos para manter o equilíbrio. Os próximos quatro pênaltis produziram gols. O goleiro brasileiro Cláudio Taffarel então defendeu o chute de Daniele Massaro. O capitão brasileiro Dunga marcou, e só restou Baggio para manter as esperanças da Itália vivas. Em um momento que foi gravado nas mentes de fãs em todo o mundo, Baggio chutou a bola por cima do travessão e o seu tormento começou.


"Então a 15ª Copa do Mundo terminou, o campeonato decidido a favor do Brasil pelos pênaltis,
que foi o equivalente a tirar Jack Nicklaus e Tom Watson do Augusta Nationalapós 72 buracos
e mandá-los decidir o Masters no curso de mini-golf do Putt Putt."

Ian Thomsen
Trecho do The International Herald Tribune