PERGUNTA E RESPOSTA

A disputa de pênaltis não é uma solução simples e justa para um problema difícil?

Simple, yes. Fair, no. Professor Ignacio Palacios-Huerta in his book "Beautiful Game Theory" studied 1001 penalty shootouts comprising 10431 penalty kicks over the period 1970-2013. It includes virtually all the shootouts in the history of the main international elimination tournaments such as the World Cup and European Championships. The data set also includes club matches from the UEFA Champions League, the Europa League (formerly the UEFA Cup), the Spanish Cup, the German Cup and the English FA Cup.

What Palacios-Huerta discovered was that the team who took the first kick in the shootout won 60.6% of the time. The data clearly shows that the penalty shootout is not a 50-50 lottery. It is more like a 60-40 lottery, where the team kicking first has 20% more tickets!

O motivo para essa disparidade é que a equipe que chuta depois costuma jogar para alcançar o oponente e portanto sofre uma pressão cada vez maior com o chute seguinte. So, in relation to the question of fairness, it's actually the case of, win the toss - win the shootout.

What sort of psychological impact does the penalty shootout have on players?

Michel Platini was obviously acutely aware of the long term psychological damage when he said, "A football match should be decided by an action of play. Not some contrived process whose end result is to mark a fine player such as Bossis, Baresi or Baggio for the rest of his career." 4 I wrote to Platini many times when he was UEFA President and while I received encouragement from the then technical director Andy Roxburgh, I was disappointed that someone with such close personal experience to the trauma of penalty shootout, and someone who had also spoken so strongly against it, couldn't find time to respond.

Roberto Baggio who missed the decisive kick in 1994 says, "It affected me for years. It is the worst moment of my career. I still dream about it. If I could erase a moment, it would be that one." 16 Likewise, Maxime Bossis says, "You know players miss penalties all the time but you still feel guilty. I would rather we lost in extra-time. I've never taken another penalty since then." 21

Didier Six states explicitly how people's negative attitudes and prejudice can exaggerate the long term psychological damage that players often suffer. "At a certain point it gets too much. You are forty-five but people still see you as missing the penalty. I had difficulty finding a job because they said, 'That one is unstable.' And all that has come from this missed penalty kick." 21 Former England and Barcelona manager Terry Venables agrees. Venables says, "Penalties put too much strain on one player. It could ruin his career if he's not a strong character."

Does any other sport on the planet have such a self-destructive element as football's penalty shootout? And who will be the next great player to be sacrificed? Imagine Messi, Ronaldo or Marta carrying their team to a World Cup final and then missing the decisive kick in the penalty shootout.

But it's not just psychological damage we need to consider. What would be the repercussions for sponsors if their star player missed the decisive penalty? How much brand damage would occur? Of course when the shootout was introduced in 1970, branding and sponsorship were still in their infancy. Indeed, commercial implications would have been the furthest thing from the minds of the men of the International Football Association Board when they assessed potential alternatives to the coin toss.

Perhaps, Christian Karembeu described it best when he equated the penalty shootout not with an old fashioned wild west gunfight, but with a game of Russian roulette. "It is loading a bullet into the chamber of a gun and asking everyone to pull the trigger. Someone will get the bullet, you know that. And it will reduce them to nothing."

Some people will argue that the shootout simply parallels the ups and downs of real life. But the "two imposters" of triumph and disaster are already ever present within the regular ninety minutes. Indeed, it's common to see a player turn from villain to hero, or hero to villain, in the space of a few games or even a single match. If there's one thing football certainly doesn't need, it's a tie-breaker to remind us of the capriciousness of life.

While long-term physical injuries such as concussion have been at the forefront of athletic welfare campaigns, mental injuries remain largely unexplored. I believe the long term psychological trauma created by the penalty shootout is a serious issue that FIFA, FIFPro and Professional Footballers' Associations must investigate.

As disputas de pênaltis se tornaram mais frequentes?

Cinco das catorze últimas finais da Liga dos Campeões da UEFA chegaram aos pênaltis e sete das últimas dezesseis Copas Libertadores da CONMEBOL também chegaram aos pênaltis. Duas finais de Copas do Mundo tanto em competições masculinas e femininas já foram decididas nos pênaltis. Quatro jogos da Copa do Mundo da FIFA de 2014 foram decididos em disputas de pênaltis, o maior número da história da Copa do Mundo. A semifinal entre a Holanda e a Argentina foi uma decepção com as duas equipes aparentemente felizes com o jogo sendo decidido pelos pênaltis.

When was ADG created and what was the inspiration?

Everyone talks about the 1994 World Cup final and I also remember watching it and seeing what happened to Baggio. A.S. Byatt, "A pessoa não se lembra dos vencedores. Mas continua assombrada pelos perdedores." 3 So, I think I've had alternatives gestating for a long time. But it wasn't until I watched the 2008 UEFA Champions League final that I put pen to paper and began to flesh out an alternative.

Qual foi a sua idéia central enquanto desenvolvia o ADG?

I'd always thought that the underlying problem with the shootout is the expectation that the kicker should always score. So how do we change that expectation? Foi então que eu tive a idéia de incluir um defensor. O desafio a partir daí foi transformar essa idéia central em um formato de desempate que combina a habilidade e atletismo do futebol moderno com a inerente tensão dramática da disputa de pênaltis.

Pode descrever rapidamente como o ADG funciona?

O primeiro atacante recebe a bola no ponto central. Só uma metade do campo será utilizada. Ao ver o atacante, o adversário escolhe seu defensor. O goleiro e o defensor devem estar fora do círculo central. O atacante do tiro de saÌda e tem trinta segundos para tentar marcar um gol.

Se o atacante marcar, a disputa acaba. Se a bola sair do campo, a disputa acaba. Se o goleiro ganhar posse da bola, a disputa acaba. Se o defensor ou goleiro cometerem falta dentro do campo em jogo, um pênalti é concedido ao atacante. Se o atacante cometer falta, a disputa acaba.

Os dois times revezam as funções de atacante e defensor em um total de dez disputas. Ao fim das dez disputas, o time com mais gols é o vencedor. Se houver um empate ao final das dez disputas, o ADG entrará em morte súbita.

Quais são algumas das vantagens do ADG sobre a disputa de pênaltis?

ADG tem seis vantagens básicas sobre os pênaltis. Todos os jogadores participam. A habilidade dos jogadores determina o vencedor da partida. Gols são recompensados ao invés de gols perdidos serem punidos. Estratégia é vital. Encoraja o jogo justo, e encoraja a ofensiva.

Como o ADG encoraja a ofensiva?

Vamos usar a Final da Copa do Mundo de 2006 como um exemplo. Após 100 minutos, os franceses substituíram Ribéry por Trezeguet e após 107 minutos, Henry por Wiltord. Será que Domenech teria feito essas substituições se o ADG fosse iminente e não os pênaltis? Ribéry e Henry são ambos atacantes de talento sublime que seriam imprescindíveis para o ADG. Mas sua presença em campo durante a prorrogação também aumentariam as chances de um gol francês e o encerramento do jogo antes do ADG.

Como o ADG encoraja o jogo justo?

Vamos usar a Quarta de Final da Copa do Mundo de 2010 entre o Uruguai e a Gana como exemplo. No ultimo minuto da prorrogação, um jogador uruguaio deliberadamente deu uma palmada na bola e negou a Gana um gol que pudesse decidir o jogo. Como todos nós sabemos, a Gana falhou na cobrança do pênalti e acabou perdendo na disputa de pênaltis. A questão é que no momento em que a Gana falhou na cobrança, o Uruguai não estava mais sujeito a nenhuma desvantagem pelo restante do jogo. De fato, nem importava mais quantos jogadores do time fossem expulsos no tempo regulamentar; se eles pudessem chegar até a disputa de pênaltis, então eles não teriam mais nenhuma desvantagem contra o adversário. No entanto, se o ADG ocorresse no lugar dos pênaltis, o Uruguai estaria sem um jogador durante uma das disputas. Isto daria a Gana uma vantagem distinta, o que eu creio que a maioria dos fãs de futebol no mundo inteiro acredita que a Gana merecia. Este episódio recente claramente ilustra o quanto o ADG é muito mais efetivo do que a disputa de pênaltis em punir os times culpados por conduta antidesportiva e jogo ilegal.

Por que esse período de trinta segundos?

Para evitar um impasse entre o atacante e o defensor. Isto poderia ser o atacante tentando ludibriar o defensor para se mover em uma certa direção. Ou, poderia simplesmente ser o caso de jogadores cansados tentarem ganhar tempo para recuperar o fôlego. Os trinta segundos dão um senso de urgência mas também fornecem um tempo amplo para disputas imprevisíveis e excitantes. De fato, será uma ocorrência rara que a bola ainda esteja em campo depois de trinta segundos.

E se o gol for marcado bem na marca dos trinta segundos?

Uma possível estratégia que poderia ser empregada para julgar gols controversos seria que o árbitro e seus assistentes recebessem um sinal auditivo ao fim dos trinta segundos. O árbitro assistente ou o árbitro assistente adicional com a sua visão focada diretamente na linha do gol estará na melhor posição para julgar se a bola atravessou a linha antes da passagem dos trinta segundos.

Outra aproximação mais sofisticada e precisa que pode ser utilizada em grandes competições é a goal line technology (GLT). Um sinal é transmitido para o relógio do árbitro, que indica se a bola cruzou a linha de fundo antes da passagem dos trinta segundos.

Qual o processo que determina quem será o atacante e quem será o defensor?

Tais decisões claramente estão nas mãos do técnico do time. No final do tempo regulamentar, o técnico reunirá o seu time e escolherá cinco atacantes e cinco defensores. A ordem dos atacantes também será finalizada. Quanto à ordem de defensores, é um caso de prever quem serão os atacantes da oposição e escolher um defensor para competir com eles. Por exemplo, na Final Hipotética da Copa do Mundo da FIFA de 2006, o técnico francês prevê que Del Piero será um dos atacantes italianos e instrui Sagnol para se defender contra ele.

Quais são os deveres dos árbitros assistentes e onde eles se posicionam?

Um dos assistentes é responsável por supervisionar os participantes fora de jogo enquanto o outro se posiciona atrás da linha do gol. O assistente atrás da linha do gol auxiliará o árbitro em suas decisões de forma parecida com os árbitros assistentes adicionais (AAAs) da UEFA. Tanto o árbitro quanto o assistente atrás da linha do gol julgarão se a bola está em jogo ou não. Para grandes competições, outra possibilidade é modificar o GLT. Portanto, além de indicar se um gol foi marcado, também indicará se a bola está dentro ou for a de jogo. Por favor veja aqui para informações sobre o uso dos AAAs.

Se o jogo está utilizando AAAs, você pode ler sobre seus deveres e posicionamento aqui.

O ADG não colocará mais pressão no árbitro?

Qualquer alternative à disputa de pênaltis que ponha a ênfase de volta na habilidade do jogador vai inevitavelmente colocar alguma pressão de volta no árbitro. E duvido que exista alguém envolvido com arbitragem que esteja ansioso para ver uma mudança na disputa de pênaltis. É um formato que torna virtualmente impossível para o árbitro cometer um erro que influencie o resultado do jogo.

Entretanto, sem o número de corpos atrapalhando a visibilidade e com o árbitro sempre próximo do jogo, erros de arbitrágem durante o ADG devem ser uma raridade. E como os participantes fora de jogo devem permanecer na área penal da metade do campo que não está em uso, é impossível para um grupo de jogadores cercar e intimidar um oficial.

Furthermore, two of the incidents that often result in contentious decisions, the offside rule and whether a foul is committed inside or outside the penalty area, are not factors during ADG. Finally, in 2016 the International Football Association Board (IFAB) agreed to conduct trials in the use of video technology to assist referees with decisions. This is undoubtedly another positive development for the implementation of ADG.

E os custos de um pequeno aumento na pressão sobre o árbitro não seriam superados pelos benefícios? Simplesmente, o que o ADG irá oferecer são gols espetaculares e emocionantes. É graças à habilidade e graça dos movimentos dos maiores jogadores do mundo que nós podemos chamar o futebol de "lindo jogo" e o que o torna o esporte mais popular do mundo. Claro, também é por isso que Messi, Ronaldo e Marta são eleitos continuamente como os melhores jogadores do mundo. Se você tem um ótimo produto, então como o pessoal do marketing diz, "deixe o produto falar por si".

Como o ADG é diferente de alternativas propostas anteriormente?

Eu pensei que qualquer alternativa viável seria baseada em marcar gols. Eu nunca fui fã de idéias como contar escanteios ou advertências ou qualquer outra coisa sugerida. Futebol se trata de marcar gols. Nós queremos ver a bola entrar na rede, simples assim. Eu acho que os americanos estavam no caminho certo com a disputa NASL que foi usada mais tarde na MLS. A disputa começava à trinta e dois metros do gol e o jogador tinha cinco segundos para tentar um chute. Ninguém menos do que Johan Cruyff disse "Isto é espetacular e não tão brutal do que os pênaltis." 4 Mais recentemente, ele disse "Eu ainda acho que deveriam tentar isso na Europa." 5 Carlos Alberto também disse na disputa NASL "que isso torna o jogo mais emocionante." 5

A natureza dinâmica da disputa americana tornou a disputa de pênaltis uma competição estática e clínica. A MLS descartou o seu sistema em 1999, não porque não era popular, mas porque eles queriam "tornar o jogo da MLS mais fiel à forma como o esporte é jogado no mundo." 6 Former USA goalkeeper, Winston DuBose says, "They (FIFA) wanted to whip America into line with the rest of the world. (The NASL shootout is) unbelievably exciting. Can you imagine Lionel Messi against Tim Howard, or something like that? It would be unbelievable to see that, fantastic. FIFA's extremely reluctant to change and it's crazy." For the record it should be stated that ADG was not inspired by the American shootout. Growing up and living in Australia, I had zero exposure to soccer in the USA, and it was only after the development of ADG that I became aware of it.

No entanto, alguns argumentavam que a disputa americana se tornou previsível demais já que o goleiro costumava correr para o limite da área penal, forçando o jogador a tentar dar um chapéu no adversário. A inclusão de um defensor ajudará a impedir esta previsibilidade e garantir disputas únicas e envolventes. (Devo ressaltar que o ADG não foi inspirado no sistema americano, pois foi somente depois do desenvolvimento do ADG que eu fiquei ciente dele.)

Também houve a idéia de iniciar a disputa de pênaltis antes da prorrogação. Se o jogo continuasse empatado após a prorrogação, então os vencedores dos pênaltis venceriam o jogo. O princípio por trás desta idéia seria obrigar o time que perdeu nos pênaltis a tomar a iniciativa na prorrogação. Mas com certeza é provável que isto também encorajasse o outro time a fazer um jogo mais cauteloso e defensivo. Além disso, a única recompensa da disputa de pênaltis é sua capacidade de criar drama e tensão, o que é obviamente sacrificado se a disputa de pênaltis precede a prorrogação.

Alternativas como tempo extra infinito e a remoção interminente de jogadores tem seus méritos, mas sempre haverá o problema de partidas excessivamente longas e a probabilidade de lesões dos jogadores. Sem mencionar o pesadelo com horários, porque ninguém pode prever o quanto as partidas vão durar. Compare isso com o ADG, que seria concluído em aproximadamente dez minutos. Também foi sugerido que se outras alternativas fossem introduzidas, os torcedores poderiam sentir falta da tensão e drama dos pênaltis e eu acredito que isso seja possível. A maravilha do ADG é que ele combina a habilidade e atletismo do tempo regulamentar com o drama e a tensão inerentes dos pênaltis.

Poderia explicar como o ADG lida com jogadores lesionados?

De acordo com a Regra 33, cada time tem direito a duas substituições adicionais e esta regra foi deliberadamente criada para auxiliar times que sofreram lesões durante o ADG.

E embora possa ser tentador para um técnico trocar um jogador cansado ou com um desempenho fraco durante o ADG, ele também deve estar ciente da possibilidade de um jogador sofrer uma lesão e ser removido do campo. Se o time já tiver utilizado todas as suas substituições, eles podem estar em uma posição em que eles não possam enviar um defensor para uma disputa. Ou, no caso de um atacante lesionado, ter que entregar uma disputa. Então, a decisão de utilizar uma das substituições adicionais sempre deve ser feita com extrema vigilância.

E quanto à preocupações sobre lesões em jogadores em descanso enquanto aguardam a vez de competir em uma disputa do ADG?

Uma crítica que o ADG sempre atrai é que conforme os jogadores descansam, eles inevitavelmente sofrerão mais lesões. No entanto, se isto fosse verdade, a maioria das lesões em um jogo ocorreriam nos primeiros minutes de cada tempo, já que os jogadores se aquecem gradualmente conforme o tempo progride. Mas dados coletados pela English FA e publicados no jornal britânico, British Journal of Sports Medicine em 2003-2004 sobre ocorrências de lesões no tendão do jarrete7 e no tornozelo8 contradizem esta teoria. Quase metade das lesões relatadas ocorrem nos últimos 15 minutos de cada tempo.7,9 Os primeiros 15 minutos e os 15 minutos da segunda metade da prorrogação foram identificados como os períodos de menor risco de lesões do jogo.7,9

Como o ADG seria implementado?

Existem atualmente três procedimentos para determinar o resultado de um jogo ou um dentro-fora de casa. Estes são: gols marcados fora de casa, prorrogação e tiros desde o ponto penal. O ADG poderia ser incluído como um quarto procedimento e as competições poderiam escolher entre os pênaltis e o ADG. Para novas competições ou jogadores amadores, a disputa de pênaltis talvez continue sendo a melhor opção.

Para competições que favoreçam o ADG, será uma questão de decidir como ela será integrada aos outros procedimentos. Por exemplo, competições que ocorrem em duas séries talvez decidam utilizar gols marcados fora de casa e descartar a prorrogação, passando direto para o ADG.

Entretanto, no momento existe muita conjectura sobre a relevância e certamente o mérito da regra para gols fora de casa. "Acredito que o peso tático do gol fora de casa se tornou importante demais,"Arsène Wenger disse em uma conferência em 2008. "Os times conseguem um empate de 0 a 0 em casa e ficam felizes. Em vez de ter um efeito positivo ele foi encorajado demais taticamente no jogo moderno. Isso tem o efeito oposto do que deveria ter tido no início. Ele favorece uma boa defesa quando se joga em casa." 19

"É hora de repensar o sistema," disse o Presidente da FIFA Sepp Blatter. "O futebol pregrediu desde a década de 1960, portanto agora a regra para gols fora de casa pode ser questionada. A regra para gols fora de casa ainda faz sentido?" 20

Jonathan Wilson escreveu "A regra para gols fora de casa estreou no futebol europeu durante a Cup Winners' Cup em 1965, primeiramente para eliminar a necessidade de revanches, que eram custosas e difíceis de organizar. Como a alternativa era decidir no cara ou coroa, provavelmente pareceu o menor de dois males e, além disso, fazia um certo sentido na época. Somente 16% de todos os jogos europeus fora de casa resultavam em vitória fora de casa. Viagens fora de casa eram difíceis pois as jornadas eram duras e equipes fora de casa costumavam enfrentar condições desconhecidas e hostís. Como consequência, a tendência era para que o lado fora de casa sofresse a pressão e tentasse manter o placar baixo." 19

"Mas as circunstâncias mudaram. Em cada um dos últimos cinco anos, entre 30 e 35% dos jogos em torneios europeus foram vencidos por equipes fora de casa; mesmo se você quiser argumentar que a regra para gols fora de casa funcionou, a lógica original para a sua criação deixou de existir. O transporte melhorou, existe uma grande homogeneidade de condições enquanto as diferenças entre, digamos, um lado alemão e um lado europeu, ou um lado russo e um lado francês são muito menores do que antigamente. Equipes são cosmopolitanas, estilos nacionais são menos distintos do que já foram. Viagens fora de casa não são mais tão assustadoras quanto antigamente e portanto o gol fora de casa se tornou uma distorção estranha." 19

So, another option would be to discard away goals, play extra time and then ADG. Or alternatively, discard both extra time and away goals and simply play ADG.

E quanto ao futebol ser "um jogo simples" e mantê-lo assim?

A frase "um jogo simples" surgiu em 1862 quando um mestre da Uppingham School na Inglaterra criou um conjunto de dez regras intitulado The Simplest Game (O Jogo Simples). Estas dez regras também conhecidas como as Uppingham Rules totalizam meras 253 palavras.9 Por contraste, a edição de 2013/2014 das Regras do Jogo da FIFA tem um total de 22.000 palavras.

Isto é testamento do fato de que as regras evoluíram a ponto de tornar o futebol um esporte altamente complexo. O que um dia foi "um jogo simples" se transformou em um esporte sofisticado em que jogadores, técnicos e árbitros dedicam décadas ao aperfeiçoamento de suas habilidades.

Nos últimos 150 anos, as regras do jogo se expandiram exponencialmente e o esporte passou por transformações radicais. Consequentemente, a idéia do futebol ser "um jogo simples" é um anacronismo. Portanto, embora o ADG possa parecer bem complicado, também devemos reconhecer que o livro de regras do jogo tem 140 páginas.

No entanto, muitas coisas que parecem muito detalhadas e complicadas no papel, se tornam compreensíveis e enganosamente simples quando colocadas em jogo. Estou certo de que este será o caso do ADG.

O pênalti existe há mais de 100 anos, isso não é justificativa suficiente?

Les Murray, an Australian football journalist and TV commentator writes: "Para começar os pênaltis foram inventados como ferramenta de punição para infrações. É inerentemente repugnante que ferramentas de punição sejam usadas para decidir jogos. Os proponentes dos pênaltis argumentam que pênaltis são parte do futebol. Sim, mas só quando alguém cometeu uma falta dentro da área penal. Como forma legítima de decidir o resultado de um jogo, eles não são parte do jogo e nunca deveriam ter sido. Os homens que criaram as Regras do Jogo tantos anos atrás estariam revirando em seus túmulos se soubessem que pênaltis agora decidem finais de Copas do Mundo." 10

Como você responde a aqueles que chamam o ADG de artifício e dizem que não é futebol de verdade?

Todos nós tememos mudança, mas também sabemos que os pênaltis são uma solução insatisfatória e é por isso que vemos coisas como gol de ouro e gol de prata. Certo, então eles não foram considerados um sucesso, mas isto não deve impedir a criação de novas alternativas. Eu sei que alguns dirão que ADG não é futebol de verdade, mas eu sempre responderei que ADG é mais fiel ao futebol e a beleza dinâmica do jogo do que a disputa de pênaltis poderá ser.

Claro que o ADG é uma alternativa audaz e radical, mas a própria natureza de um problema tão diabólico exige pensamento criativo, inovação e evolução. E lembre-se de que antes da disputa de pênaltis, partidas eram desempatadas no cara ou coroa. Eu duvido que mesmo os maiores críticos dos pênaltis diriam que sua introdução não foi uma melhora sobre o cara ou coroa e eu acredito que o ADG deve ser visto como outro passo a frente no processo de evolução.

Qual é o futuro do ADG?

For things to even begin to change we will undoubtedly have to wait until another major final goes to penalties. And then I wonder what alternatives will surface? With scarce funds and resources, I've single handedly developed a credible and thorough alternative that is ready to be tested. I've written to Jean-Paul Brigger who is head of the FIFA technical department many times over the years, but have never received any acknowledgement.

Embora eu compreenda que seja do interesse de árbitros e outros departamentos desconsiderarem alternativas aos pênaltis, eu nunca entenderei como um departamento técnico pode fazê-lo. Quando a disputa de pênaltis foi implementada em 1970, o futebol era um esporte muito diferente. Quatro anos antes, Pelé foi literalmente chutado para fora da Copa do Mundo e até mesmo pensou em desistir do jogo. Quatro décadas depois, o nível dos jogadores continua a sua espiral ascendente com a Copa do Mundo de Futebol Feminino de 2015 sendo o exemplo mais recente.

But I guess I shouldn't be surprised by the lack of response from FIFA's inner sanctum. If you have followed the news for the last few years you already know what a pox on the game they have been. And if anyone says that the Laws of the Game are a matter for IFAB, it's important to understand that FIFA have four of the eight votes, and any new law can not pass without a three-quarters majority and thus their approval.

While Blatter was of course complicit in the corruption, he inherited an organization that was soured the moment João Havelange seized control. It was hysterical to read on the FIFA website how former executive committee member Chuck Blazer's favourite football personality wasn't a player such as Pelé, Cruyff or Maradonna, but Havenlange himself. Gianni Infantino has a massive job to do and will face many challenges. So, let's hope he sincerely understands that the game doesn't belong to FIFA. It belongs to the players and to the fans. And all real football people know, it always will.

I've contacted many clubs and national associations about testing ADG, but as yet, haven't had any interest. I've tried to develop a thorough proposal and anticipate likely problems, but only practical testing will reveal its strengths and flaws. If you are involved with a club and interested in conducting trials, then please do it! And make sure to download the pdf document and colour-coded scorecards.

Agora mais do que nunca, o esporte merece um desempate que recompense e exponha o imenso talento e atletismo do futebolista moderno. As coisas precisam mudar e rápido, senão iremos "celebrar" em 2020 cinquenta anos da disputa de pênaltis. Nos anos que se seguirão, mais duas Copas do Mundo e incontáveis outros torneios continuarão a serem decididos na loteria dos pênaltis. And as Karembeu says, "Someone will get the bullet, you know that. And it will reduce them to nothing."

 


"Todo técnico gostaria de decidir o jogo em 90 minutos.
Pois eu não acho que existe alguma forma de se preparar para os pênaltis."

Joachim Loew
Técnico da Alemanha